Fábio Seixas

Automobilismo e pitacos sobre tudo o mais

 

Colunas na Folha

Sexta, coluna

A Williams ficou para trás e agora entrou num círculo vicioso. Sem resultados, não consegue patrocinadores. Sem patrocinadores, vai atrás de pilotos pagantes. Com pilotos pagantes, dificilmente conseguirá resultados.

Barrichello, Bruno, Sutil, Petrov, Liuzzi e quem mais aparecer sabem disso. Mas é o que resta. A Hispania não é opção que valha a pena.

É o fim da feira.

 
A coluna de hoje na Folha fala sobre a tristeza que se tornou o mercado da F-1 neste final de ano. E faz uma reflexão sobre a situação melancólica da equipe que ainda detém o posto de terceira mais vitoriosa da categoria.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, pág. D8.

 

PS: A coluna agora dá uma paradinha para voltar no início de fevereiro. Comportem-se.

Escrito por Fábio Seixas às 11h12

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Sexta, coluna

Dois jovens já foram anunciados para seus lugares: Ricciardo, 22, e Vergne, 21. Se não se mostrarem geniais no ano que vem, já começarão a sentir a pressão. Haverá, afinal, outros garotos promissores na fila. E por aí vai...
A F-1 não é, digamos, dos ambientes mais cordiais. Nunca foi. E, se é verdade que seus recordes e vitórias têm cada vez mais a marca da precocidade, o outro lado da moeda é que pilotos cada vez mais jovens sentem o baque, a amargura do fim do sonho.
Para cada Vettel, são queimados vários Alguersuaris.

A coluna de hoje fala sobre o "lado B" da festejada precocidade da F-1. A ex-dupla da Toro Rosso que o diga...

 
A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, a coluna orna a pág. D7.

Escrito por Fábio Seixas às 10h33

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Sexta, coluna

Até sua chegada à F-1, em 1978, o médico ficava na torre de controle. Importou dos EUA o conceito do carro-ambulância. Tornou obrigatórios helicóptero nos circuitos e os crash-tests, cada vez mais rigorosos. E por aí vai...
Foram 11 mortes na F-1 dos anos 70. Agora, já são 17 anos sem pilotos mortos na categoria. Não é coincidência.
Ao doutor Sid, um grande obrigado, um forte abraço.

A coluna de hoje fala sobre a aposentadoria definitiva de Sid Watkins. E tem a inestimável colaboração de um velho parceiro do médico que mudou a F-1, Alex Dias Ribeiro.

 
A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, a coluna está na pág. D9.

Escrito por Fábio Seixas às 09h52

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Sexta, coluna

É aquele que se notabilizou pela velocidade pura, a ponto de, mesmo distante da F-1 há dois anos, ainda sustentar o terceiro posto no ranking de voltas mais rápidas, atrás apenas de lendas com carreiras muito mais longevas: Schumacher e Prost.
E é o cara avesso a testes de pré-temporada, visitas à equipe, reuniões com engenheiros, eventos promocionais, entrevistas coletivas, sessões de autógrafos, declarações protocolares, tchauzinhos, sorrir por sorrir.
Raikkonen é esse cara.
É assim e assado.
E por isso e aquilo, sua volta para a F-1 é uma grande notícia.

A coluna de hoje na Folha celebra a volta do finlandês à F-1. Um grande cara, nas pistas e fora delas.

 
A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, a coluna orna a pág. D11.

Escrito por Fábio Seixas às 09h38

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Sexta, coluna

É lógica pura: quanto menos pilotos correm na base, menos alcançam o topo. Na última etapa da F-Futuro, no Velopark, o grid era composto por sete pilotos. Na F-3, em Brasília, outros sete.
Dono de oito títulos na F-1, o Brasil tem, em novembro de 2011, 14 pilotos em categorias de base de monopostos _não dá para considerar ligas regionais com carros velhos. É isso, mais nada, acabou.
Em 2001, apenas a F-3 tinha 18 pilotos. Em 1991, eram 24. Sem contar a questão técnica. Há 20 anos, eram três marcas de chassis à disposição do aprendizado da garotada. Há 10, eram duas. Hoje, apenas uma, Dallara.
Nada indica que isso vai melhorar. Pelo contrário.
Some isso à perspectiva dos brasileiros hoje na F-1...
Dá para ouvir o tique-taque da bomba-relógio?

A coluna de hoje na Folha surgiu aqui do blog. É uma resposta aos comentários dos internautas sobre a presença de apenas um brasileiro, Razia, nos testes em Abu Dhabi.
 
A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, a coluna está na pág. D9.

Escrito por Fábio Seixas às 10h39

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Sexta, coluna

Salvo algum acontecimento extraordinário, que crie emoções numa corrida disputada num circuito insosso e para cumprir tabela, o grande evento de Abu Dhabi ocorrerá de terça a quinta.
Uma turma de 18 jovens pilotos, muitos intitulados "de testes", irá à pista para, finalmente, testar. Compreender, sentir, aprender. E, no idílico de cada um deles, aparecer, mostrar serviço.
Missão impossível.
Serão apenas três dias. Pouco, pouquíssimo. Um erro crasso da atual F-1 e que já mostra reflexos negativos.
 
A coluna fala sobre o pior efeito colateral da limitação de testes na F-1. Falta renovação. Falta mão de obra boa e rodada. Não por acaso, as equipes entram em desespero e recorrem a veteranos quando precisam preencher uma vaga.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, a coluna orna a pág. D9.

Escrito por Fábio Seixas às 09h44

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Sexta, coluna

As seis vitórias de 2008 vêm acompanhadas de uma enorme ressalva. Raikkonen já não queria nada na F-1.
Desde Irvine, a Ferrari não via um piloto há tanto tempo por lá sem vencer.
A lembrança não é nenhum demérito. O encantamento, as esperanças e as comparações anteriores é que eram pra lá de exagerados.
 
A coluna de hoje fala sobre Massa e seus três anos sem vitória na F-1.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha analógica, você encontra a coluna Motor lá na pág. D7.

Escrito por Fábio Seixas às 09h23

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Sexta, coluna

Nada contra a FOM faturar. O problema é quando essa busca muda o esporte.
E, na F-1, deixar para trás circuitos históricos é, sim, descaracterizá-la, mudá-la.
(Diferentemente do futebol, em que campos são iguais a despeito da estrutura do estádio em volta, cada autódromo tem o seu traçado, a sua identidade e proporciona um GP com a sua cara.)
A questão é matemática.
As equipes não aceitam mais do que os atuais 20 GPs. Em 2013, estreia Nova Jersey _sim, outro GP nos EUA. Em 2014, entra Sochi, na Rússia.
Alguém vai dançar. Spa é uma das pistas na berlinda. Para Ecclestone, tudo bem. Ele não liga para morcegos.

Nada contra a Índia ou a Rússia ou a Malásia ou Cingura ou Abu Dhabi. Mas é complicado desdenhar da antiga paixão de fãs em países que têm tradição na categoria.

A coluna de hoje está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, é só ir até a página D7.

Escrito por Fábio Seixas às 12h53

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Sexta, coluna

 Wheldon e Oliver, em Indianápolis (Robert Laberge -30.mai.2011/Getty Images)

Por que a Indy mata tanto? Há duas explicações.
A primeira, tão antiga quanto a categoria: porque corre em ovais. Das seis (ou oito) mortes desde 91, duas foram em circuitos mistos. Isso não vai mudar, é intrínseco. É cruel, mas real: quem corre lá sabe que é assim.
A segunda é menos compreensível. Alguns dos ovais no calendário elevam o risco a patamares imbecis. São antigos, estreitos, quase amadores, irresponsáveis.
É o caso de Milwaukee, tosco que só. E de Las Vegas, onde Wheldon morreu.
Isso dá para corrigir. Se é para aprender com tragédias, que a Indy tire do calendário pistas tão inseguras. Já. Para o ano que vem.
Há outros Sebastians, Olivers e Susies pelo paddock que agradeceriam.

A coluna de hoje reproduz a famosa foto de Wheldon com Oliver, 2, na comemoração pela vitória nas 500 Milhas, em maio. E tenta encontrar explicações para o alto índice de mortes na categoria.
 
A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e no papel, a coluna está na pág. D11.

Escrito por Fábio Seixas às 09h43

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Sexta, coluna

Falar é difícil. Os sentimentos estão lá, toneladas, mas é difícil organizar a ordem com que devem ser postos na mesa. Ensaiar não valeria a pena, tudo seria mesmo soterrado pela emoção.
O jeito é respirar fundo. E falar, falar, falar... Torcendo para que a mensagem toque a pessoa ali, do outro lado.
O que dizer num momento tão importante? Como explicar o inexplicável?
Os discursos pós-título (ou pós-fracasso) no esporte são uma história à parte, mereceriam um livro (há algum?). É o momento em que o herói vira gente, que o atleta se converte em pessoa comum diante das câmeras. Que gagueja, que mostra fragilidade, mas que se mostra como é. De corpo, alma e coração.

A coluna de hoje fala sobre as reações de Vettel logo após o bicampeonato. Que dizem muito sobre quem ele é.
 
O texto está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha analógica, a coluna está na página D13.

Escrito por Fábio Seixas às 09h35

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Sexta, coluna

Saiu há poucas semanas, na Itália, um livro importante para entender uma passagem marcante da F-1. Ou quase, porque não houve.
"O Homem que Convidou Senna para a Ferrari", de Roberto Boccafogli, é um compêndio de lembranças de Cesare Fiorio, diretor do time entre 89 e 91.
A mais valiosa delas _e a mais apelativa para uma prateleira de livraria, claro_, a negociação com o brasileiro.
Não foi a primeira vez que Senna flertou com Maranello. No "Roda Viva" que gravou em 86 e que foi reprisado pela TV Cultura na última segunda, ele contou que poderia ter corrido na Ferrari naquele ano.
Recusou por estar seduzido pela Honda, já acertada com a Lotus para 87.
"Mas um dia vou correr com o vermelhinho", disse.
Três anos depois, o papo foi mais sério. Fiorio conta que as conversas começaram em maio de 89, quando a equipe tinha Mansell e Berger: "Mas eu sempre quis o melhor".

 

 

 

 
A coluna desta semana fala do livro acima. E de como uma simples picuinha interna em Maranello impediu a realização de um sonho mútuo.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, a coluna está na página D9.

Escrito por Fábio Seixas às 10h05

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Sexta, coluna

É como o sentimento de um apaixonado que vê a mulher de sua vida prestes a casar com outro. Já tentou de tudo, deu em nada. Restam sonhos engavetados, a dolorida resignação, as lembranças das histórias que não houve.
E um fio de esperança.
Num dia, o jet set internacional, as concorridas entrevistas, o glamour, a consagração logo ali. No outro, a maca do hospital, o temor do ostracismo, a incerteza se voltará a ser o mesmo cara de antes.
E um fio de esperança.
 
A coluna de hoje fala sobre Kubica, um "futuro campeão" que vive um momento-chave na sua carreira, na sua vida.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, é só avançar até a pág. D9.

Escrito por Fábio Seixas às 09h52

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Sexta, coluna

Imagine a F-1 em dez anos. McLaren e Ferrari estarão lá, certo? Red Bull, não se sabe.
Para Mateschitz, a missão pode estar cumprida com mais um ou dois títulos. Com a F-1 já conquistada, pode parecer mais vantajoso abrir suas asas em outro esporte.
Ferrari sempre foi Ferrari, McLaren sempre foi McLaren. A Red Bull já foi Jaguar. Para voltar a ser coisa parecida, basta uma decisão do dono.
A festa pelo bicampeonato, onde quer que aconteça, será merecida. Mas, paradoxalmente, soará também como mais um passo para o fim, ainda que o caminho à frente seja longo.

A coluna de hoje toca num ponto sensível do time que vem encantando a F-1. A Red Bull é sensacional, está de parabéns, merece todo esse sucesso. Mas suas bases não são das mais sólidas.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e na Folha de papel, a coluna está na pág. D9.

Escrito por Fábio Seixas às 09h42

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Sexta, coluna

Vettel cometeu um enorme, imperdoável pecado.
Enquanto tantos pilotos talentosos passam anos quebrando a cara para ganhar um título _e a maioria não consegue_, o alemão está às portas do bicampeonato aos 24 anos, depois de apenas quatro temporadas na F-1.
Quanto atrevimento...
Sua punição, quase uma maldição, é agora ter de quebrar a cara para provar que é um piloto talentoso, que suas conquistas não são apenas fruto de um ótimo carro, que não é só um garoto de sorte.
Não é tarefa fácil.
 
A coluna de hoje fala sobre Vettel e seu trabalho de Sísifo, GP após GP. Não entendo as dúvidas que ainda pairam sobre seu talento.

A íntegra está aqui, exclusiva para assinantes da Folha e do UOL. Na Folha Digital e no papel, a coluna "Motor" está na pág. D9.

Escrito por Fábio Seixas às 09h40

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Sexta, coluna

No domingo, Schumacher alinhou e foi até o fim do grid falando com os pilotos, um a um. A ideia era convencê-los a não ultrapassar nas duas primeiras chicanes do GP.
No ano anterior, lá mesmo, houve a morte de um fiscal, atingido por um pneu após um choque na largada. Um novo acidente só deixaria o clima mais sombrio.
Felizmente, nada de errado aconteceu. Montoya ganhou, mas isso foi um detalhe.
O importante é que todos deixamos Monza, na noite daquele domingo, aliviados.
Tudo o que não queríamos, jornalistas incluídos, era mais história.

A coluna desta semana fala do GP da Itália de 2001, dias após o 11 de Setembro. Uma corrida que quase não aconteceu e que foi disputada num astral péssimo, agravado pelo acidente de Zanardi em Lauzitisring no sábado.

A íntegra está aqui, para assinantes da Folha e do UOL. Na edição digital e no papel, a coluna está na pág. D9.

Escrito por Fábio Seixas às 09h42

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PERFIL

Nina Horta Fábio Seixas, 37, é jornalista com mestrado em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, e Coordenador de Produção da Sucursal da Folha no Rio. É colunista de automobilismo da Folha e do UOL.


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